Somos liberais? (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 16/09/2019

Somos Liberais?

Em debate sobre sistema econômico. O primeiro defendia inclusão social e a proteção das riquezas, o direito do povo e país mais social. O segundo a venda do patrimônio público, a retirada de direitos e a chamada meritocracia. Prosseguindo o debate, e o segundo perdendo posições, disse então: “o melhor é uma posição de centro, nem um ou outro extremo”. Essa forma de encerrar debates é a tradicional dos sem argumentos, pois nada assumem. Porém, parece que todos brasileiros gostam: dos que ficam em cima do muro.

Mas o centro no Brasil o que é? Não é coisa bonita, pois centro aqui é ser da bancada da bala, do boi e da bíblia, ou seja, tudo que vai contra o estado de direito e do bem estar social. Nós, até hoje, nunca tivemos governo de esquerda. As reformas trabalhistas feitas por Getúlio e Jango eram somente as reformas necessárias ao Brasil para sair do mundo agrário e desenvolver a indústria. Os governos Lula e Dilma empregou sistema de investimento social estatal nos moldes de Keynes, sistema capitalista que salvou os Estados Unidos da Grande Depressão de 1929. Absolutamente nada de esquerda.

No fim, os liberais daqui não o são, pois, nenhum liberal defenderia a utilização do Estado para proteger grandes conglomerados econômicos ou financeiros em prejuízo do desenvolvimento do Estado. Com certeza John Maynard Keynes riria às escâncaras de nossos liberais, pois nada mais são do que desinformados até do que seja um liberal.

Patriota

Patriotismo aqui é militar, não civil. E tem origem na forte presença militar nos governos do Brasil. O que temos de ruim, de regra, deve-se muito aos militares, que se dizem patriotas. Os militares apresentam-se como patriotas aos recrutas no adestramento militar. Tive instrução com o Sgto Fróes, que dizia, de boca cheia: militares são honestos, civis corruptos. À época (1985) já muito me chateava, pois sabia da corrupção durante a ditadura. Porém, aos recrutas (imaturos e de formação cívica precaríssima) aquilo era a pura verdade. E assim foram adestrados.

Recentemente reencontrei alguns dos recrutas em grupo de WhatsApp, saudosos do exército. E zombar de Lula e Dilma era normal no grupo e ninguém se opunha. Porém, era só zombar de Bolsonaro e logo vinham pedir respeito ao presidente, pois, como diziam, ex-militares deveriam respeitar o presidente. Notoriamente defendiam Bolsonaro por ser ex-militar e, portanto, patriota na sua compreensão. Ou seja, o reflexo perfeito do adestramento recebido combinado com a lavagem cerebral feita pela Globo.

No entanto, patriota é quem defende o patrimônio nacional, defende o direito do povo contra seus espoliadores internos e externos, não vende o patrimônio nacional, muito menos a estrangeiros, e exige tratamento de igual para igual de seu país com outros países, de outros povos para com seu povo. Não se submetendo, idolatrando ou sendo serviu a governos ou países estrangeiros. É querer a igualdade social com distribuição de riqueza, e não concentração de renda. É ter orgulho do país, e não o tratar ou chamar de lixo. Quem age ao contrário disso não é patriota, mas antipatriota.

Venezuela - novamente

O Irã tem quatro mil anos de história, e não caiu em nenhuma das armadilhas feitas pelos americanos. Assim, dificilmente a guerra no Irã acontecerá.

Então, os Americanos apontam suas baterias à Venezuela. A OEA (Organização dos Estados Americanos), com pedido de Brasil e Estados Unidos, aprovou projeto do autoproclamado presidente Juan Guaidó e que abre as portas para intervenção militar externa na Venezuela. A proposta fere o princípio da criação da TIAR (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) que prevê o auxílio na defesa quando houver ataque externo. Porém, o ataque, nesse caso, não será externo, mas interno, feito pelos próprios integrantes.

A sede de petróleo e ganância dos Estados Unidos e a absurda mediocridade beligerante do governo brasileiro podem levar a América do Sul a guerra. E qual a utilidade disso para nós? Nenhuma, a não ser morte e miséria.

(*) Adalberto Paulo Klock  é servidor público.

  • bancarios-sindicato20160328.png
  • cprgsbannerl.png
  • d90d1784-7bef-4709-89cc-43a0c1bbea83.jpg
  • e9aa0085-5706-4b39-b64a-277c478a7fcb.jpg
  • servidores-municipais-logo250-201902.jpg
  • sindisaude.png
  • SitioMargarida200x200-20171116.jpg
  • 16f338d8-07ee-4170-b637-5f81d690af77.jpg
  • 69ec07e2-3820-4b13-becd-833c1be37021.jpg
  • baixo.png
  • bannersimpro2.png
  • CafePequeno20151016-164x164.jpg
  • jadlog20170906.gif
  • Lateral-revista-Afinal-250x250.jpg
  • limberger-advocacia-250-20171108.jpg