América pega fogo (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 14/10/2019

América pega fogo

Os grandes conglomerados econômicos têm lucros gigantescos e apoderamento das riquezas dos países, com recordes. No Brasil, em 2018, os bancos tiveram acréscimo de 20% nos lucros. E ao povo o receituário econômico neoliberal é a inevitável fome e miséria.

Países que implantaram receituário neoliberal estão enfrentando a quebra financeira, o desemprego e a fome. São políticas com nome pomposos e eufemistas, reformas laborais/trabalhistas; realinhamento de tarifas; modernização administrativa; reforma previdenciária, mas todos com a finalidade de retirar direitos consagrados, vender riquezas do povo e empobrecer o povo e o país, com migração de riqueza para uma pequena elite.

A Argentina é exemplo. Em quatro anos ruiu a economia e se tornou um país de fome. O candidato a Presidente virtualmente eleito, Alberto Fernández, já está propondo política de combate à fome. Assusta ver a Argentina, há poucos anos com altos índices de segurança alimentar, viver hoje sob a égide da fome. O neoliberalismo é isso e produz isso e guerras.

Quiçá surja novamente figura tão grande quanto Simón Bolívar para libertar os povos latinos, pois o neoliberalismo está transformando o povo em neoescravos sem ração.

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CPI Lava Toga

O judiciário brasileiro demonstrou, nos últimos anos, a incrível capacidade de perverter instituições. Mas, bem verdade, o judiciário e o exército, pelos golpes de 1964 e 2016, nunca foram institucionalmente a favor do povo, da democracia e do Brasil, salvo raríssimas exceções. Decisões oportunistas e politizadas permitiram a ruptura institucional e legal. Moro e Dalagnol, praticando crimes e ilegalidades regularmente (e até tortura), foram a paixão e idolatria de boa parte dos juízes e promotores, sem falar dos advogados que serão lembrados com vergonha por seus pares.

Deu no que deu, a destruição da democracia e o fim, em breve, da magistratura como a conhecemos. Mas pode isso não ser ruim, pois representantes do Ministério Público e da Magistratura nunca poderiam ser “agentes políticos do órgão”, como muitos assim se identificavam.

Hoje estamos diante da monumental farsa da Lava Jato, com envolvimento da força tarefa e de boa parte do judiciário e tribunais superiores (crime dos mais repugnantes na democracia, segundo vários autores brasileiros e mundiais consagrados). Mas o que chama a atenção são os ditos paladinos da liberdade e moralidade, como o Senador Flávio Bolsonaro, ao usarem de todos os recursos possíveis para barrar a CPI da Lava Toga. O que será que escondem?

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O inusitado

Nos sistemas jurídicos civilizados (e o Brasil se auto excluiu dessa lista) os representantes do Ministério Público são os defensores da legalidade (nominados como “Parquet”), ou seja, eles defendem a lei, seja ela boa ou ruim ao indivíduo (ou réu). Porém, na Lava Jato a regra era o “Parquet” fraudar ou ocultar prova e buscar a condenação de seus “inimigos”, independente da legalidade.

Agora, inusitado o pedido de liberdade de Lula feito pelo “Parquet”! Atuo no direito há 30 anos e nunca tinha visto isso! Estranha o fato da luta fora da legalidade feita pela força tarefa do MPF da Lava Jato para prender Lula e, agora, tenha tanta vontade inusitada de verem Lula fora da cadeia.

 

(*) Adalberto Paulo Klock é servidor público.

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