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Retórica (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 28/10/2019

Retórica

O grande economista John Maynard Keynes (1883 a 1946) dizia: “Não existe ateu em trincheira, nem liberal em época de crise”. Keynes retirou os Estados Unidos da Grande Depressão de 1929. Sua fantástica proposta: INVESTIMENTO SOCIAL pelo Estado. O Estado Americano tornou-se grande produtor de obras sociais e de infraestrutura (estradas, estádios, museus, escolas, rendas sociais). Neste sentido ele dizia: o Estado gera riqueza colocando um grupo para abrir buracos e outro para fechá-los.

Em 2008, na maior crise econômica da modernidade, o grande salvador da economia americana foi novamente o Estado. De uma só vez emitiram US$ 3,5 trilhões. Até o fim da crise foram emitidos US$ 13 trilhões (US$ 1,850,00 por habitante do planeta, ou US$ 39.800,00 para cada americano). Foi o maior programa de estatização do planeta, que lá chamaram de regulação. Hoje o Estado Americano tem 5.700 Estatais. A maior estatal do mundo é americana. O governo americano é sócio de parte das grandes empresas. No entanto, a fome do capitalismo faz derivar a riqueza produzida para o mercado financeiro, parando na mão dos banqueiros, pondo em risco a economia americana.

Economistas hoje são economistas financeiros, não mais de produção. Buscam a sustentação do sistema financeiro, não a riqueza das nações. E os Estados Unidos tornaram-se especialistas em sugar, pelo mercado financeiro, a riqueza de todas as nações, só assim para eles conseguirem emitir 13 trilhões de dólares sem explodir sua economia.

Atualmente a grande fome americana é de petróleo (eles têm reserva para 6 anos apenas), por isso da necessidade de conseguir campos de petróleo pelo mundo, iludindo povos de países subdesenvolvidos, dizendo ser o melhor sistema o liberalismo e a privatização de tudo, com estado mínimo. Só não vale para eles. E nós caímos nessa conversa mole.

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Bolívia

De 2004 a 2005 a Bolívia foi governada por Carlos Mesa e o vice Gonzalo Sanchez de Lozada. Tentaram vender a Bolívia inteira à iniciativa privada, especialmente estrangeira. Grandes revoltas sacudiram o país e Carlos Mesa renunciou e fugiu para onde? ... Estados Unidos – tinham alguma dúvida? A Bolívia era então um país miserável e sem qualquer perspectiva de futuro. O PIB em 2005 era insignificantes 9,54 bilhões de dólares.

Em 2006 assume o índio Evo Morales. Dividiu a mídia nacional em três partes, uma aos índios, outra as entidades de classe e outra livre. Estatizou empresas de petróleo e renegociou contratos. O PIB pulou para 37,51 bilhões em 2017. Sob o governo de Evo Morales o país estabilizou e cresceu na média de 5% ao ano. O povo saiu da fome. Evo merecia vencer a eleição com 95% dos votos. Porém, infelizmente, muitos ainda preferem golpistas e entreguistas como o adversário Gonzalo Sanches de Lozada, aquele que foi vice do ex-presidente fugitivo Carlos Mesa, e que tentaram, naquele governo anterior, vender a Bolívia.

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Chile

A situação atual do paraíso dos liberais é terrível. A média das aposentadorias é metade de um salário mínimo. O custo de vida no país todo privatizado é exorbitante, e o ganho do trabalhador mal supre os custos básicos. No entanto, o Chile foi o segundo país da América do Sul que mais cresceu o PIB, atrás apenas da Bolívia. Só que o aumento do PIB chileno não foi fruto de nenhuma das reformas neoliberais feitas, mas simplesmente do aumento em 400% do principal produto de exportação chileno - mais de 50% -, o cobre. Ao verificar qualquer gráfico do PIB chileno e a flutuação do preço internacional do cobre, vê-se de onde houve o aumento do PIB.

Mas o que deu errado? Errado foi que o Chile seguiu um sistema capitalista de estado mínimo e desestatização de tudo, e o capital aproveitou e se apoderou do país e de sua riqueza, tornando o povo escravo do sistema de exploração. Ao passo que a Bolívia estatizou sua economia e dividiu riqueza entre seu povo, gerando estabilidade e bem-estar social.

O fracasso do sistema capitalista e de estado mínimo é a prova contundente da mentira que nos foi contada. É a receita que nenhuma grande economia do mundo segue.

Será que um dia acordaremos? Será que um dia nossa elite social de direita (os homens de ‘bem’ da classe média) deixará de ser reacionária e estudará, não a teoria – não pediremos demais –, mas os casos práticos de sociedade, sem tabu ou preconceito? Oxalá isso ocorra.

 

* Adalberto Paulo Klock é servidor público.

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