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A moral da classe média (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 24/12/2019

 

 

Quais foram os atos mais imorais perpetrados em nosso país?

1) O mais imoral, sem dúvida, foi a escravidão de negros e índios e durou, como instituição, 300 anos e, após a libertação, foi velada. Ferida sangradora do país e do povo até os dias atuais. Eles nunca conseguiram a equiparação social, muito menos a reparação, e as poucas políticas afirmativas foram e são atacadas por nossa classe média desinformada e imoral, mas ávida em pleitear o monopólio da moral. Como representante dessa classe média doente, ignorante e permissiva, o Procurador de Justiça Ricardo Albuquerque da Silva, ouvidor-geral do Ministério Público do Pará, disse que a escravidão só existiu porque “o índio não gosta de trabalhar”. Com esse tipo de gente nos altos escalões do Estado nós não temos solução e só nos cabe espera o atraso e a ignorância da escravidão moderna.

2) Em segundo lugar, imoral foi o extermínio de gente humana que aqui viviam: os índios. Conta Pero Vaz de Caminha (1450 a 1500), tratava-se de gente bonita, amistosa, sem preconceitos (vergonha de suas vergonhas) e que vivia com amor. Essa visão também foi referida pelo Frei Bartolomé de las Casas (1484 a 1566) que disse nunca ter visto, em toda a Europa, pais tão amorosos, que chegavam a preferir fossem-lhes arrancados os olhos, do que fizessem mal aos seus filhos. Porém, até hoje discutimos, depois de ter roubado tudo e matado sem dó esses verdadeiros donos do Brasil, se devemos ou não lhes dar pequenas porções do que nós lhes roubamos. Já a nossa classe média rural queria mesmo e exterminar os que sobraram para lhes roubar o resto de suas terras. Para o Presidente Bolsonaro, a culpa é do Exército que não matou todos, como fez no passado o Exército dos Estados Unidos da América com os índios de lá.

Vamos pular alguns milhares de atos públicos imorais (revoluções) praticados pela chamada elite social e chegamos à Nova República, que venceu a imoral política café com leite.

3) O Presidente Getúlio Vargas (1882 a 1954) retira o Brasil da era agrária e impulsiona o desenvolvimento e a indústria. Velha e astuta raposa, enganou os USA e conseguiu deles a autorização para a primeira usina siderúrgica do Brasil, a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, o que lhe custou a vida posteriormente. Deu direitos aos trabalhadores (CLT), cria o Salário Mínimo e várias empresas nacionais, como a Petrobras, além de institutos, entre eles o IBGE, e o voto feminino. O Brasil deve-lhe a industrialização, mas caiu Getúlio por um golpe de vingança dos americanos apoiados pela ... adivinhem ...., classe média burguesa, acusando-o e difamando-o diariamente por longo tempo com uma moral tosca e absolutamente repugnante, agregada ainda a fraude do atentado contra Carlos Lacerda.

4) O Presidente Juscelino Kubitschek (1902 a 76) promete e faz: “50 anos de progresso em 5 anos de realizações”. Ao final de seu governo o país despontava como emergente. Aqui tínhamos uma Hollywood latina e uma pujante indústria automobilística e naval, só possível pelo logro do Vargas em cima dos USA. Investiu pesado na indústria de base. Em função de desequilíbrio financeiro e da propaganda, absolutamente mentirosa, de corrupção no governo e do próprio JK, vence a eleição posterior o folclórico Jânio Quadros, com sua propaganda anticorrupção. E o Brasil mergulha no caos por 261 dias por causa da velha, mas sempre atual, propaganda de corrupção usado pela classe média e que tanto dano fez e faz ao Brasil.

5) O Presidente João Goulart (1919 a 76) recebeu o caos do governo Jânio Quadros ( conhecido por Vassourinha e que varreria a corrupção do país), mas sua deposição deveu-se a dois motivos: 1 – a propaganda absolutamente nefasta, ordinária, virulenta e mentirosa da elite paulista que não aceitava Jango, por ser gaúcho e ser um presidente preocupado com o povo brasileiro; e 2 – O provável retorno de Juscelino Kubitschek, que seria novamente eleito ao final do governo de João Goulart, e isso seria inaceitável aos Americanos. Então a elite e a classe média, sempre ela, promoveu grandes manifestações cívicas pela família, pela pátria e por Deus, corroborados pelos militares corruptos que se venderam (e há provas disso) aos americanos, via FIESP, para permitirem o golpe de 1964 e a derrubada do Jango, levando o Brasil a 30 anos de violência, pobreza, analfabetismo, concentração de renda e perda das indústrias.

Diante desses fatos históricos, hoje totalmente conhecidos, mas não divulgados na Grande Mídia, percebe-se ser tosca e mentirosa a moral da chamada elite econômica e, especialmente, da classe média brasileira. Eles usam a moral como ferramenta de mentiras para o convencimento social. Sempre foram divulgadores de mentiras ao povo que não percebe ser essa moral tosca somente um engodo para eles conseguirem o que querem, pois até hoje gritam: “ladrão, comunista” e a melhor de todas: “se acabar com a corrupção, os problemas do brasil acabam”. Para esses a corrupção é o único problema, e corrupto é todo aquele que defende o povo ou distribui a riqueza do país entre as classes menos favorecidas (ou seja, aquele que cumpre a finalidade básica do Estado). Para essa classe média, não é corrupção a entrega de nossa soberania e de toda a riqueza do país, riqueza aqui referida como patrimônio, não como simples dinheiro, pois dinheiro é só uma representação da riqueza.

Nietzsche traz a referência da “moral de rebanho”, dizendo ser ela sempre inventada por alguma ideologia institucional imposta à sociedade como forma de verdade e com o objetivo de domínio cultural, político e econômico. A moral de rebanho é sempre produto de culturas atrasadas, produzindo comportamentos irracionais. E ele diz que nenhuma sociedade consegue evoluir enquanto não conseguir evoluir coletivamente e se libertar dos procedimentos de rebanho.

Isso tudo não relembra outro fato recente, nos anos de 2015/16?

 

*Adalberto Paulo Klock é servidor público.

 

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