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Evolução (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 06/02/2020

 

 

Não há como negar: a evolução é absolutamente verdadeira. Ela permite, diferente do criacionismo, o andar das espécies para frente e para trás.

Visivelmente os vírus não seguem critérios criacionistas. A capacidade de evolução e aperfeiçoamento do simples vírus da gripe é algo espantoso, todo ano ele “está melhor”, na visão do vírus. Difícil negar o evolucionismo.

Em artigo simples, biólogo explicava estarem as formigas e fungos em permanente guerra biológica, e as formigas, por se alimentarem de fungos, necessitavam sempre aperfeiçoarem suas cargas químicas de controle dos fundos.

Assim, também, os vírus avançam, todo ano nova cepa, nova roupagem, e as vezes o elemento biológico vencedor, eliminando seu hospedeiro e expandindo seus limites. O controle biológico é algo difícil de ser feito.

O grande surto de tuberculose, gripe espanhola, peste negra (peste bubônica), tifo e tantas outras epidemias, normalmente foram provocados por contato entre elementos não cotidianos dos humanos, seja por aumento da outra espécie (falta de controle por predadores, como exemplo os ratos) ou por terem os humanos utilizado, consumido ou convivido em ambientes absolutamente degradantes e insalubres. Exemplo a guerra que produziu a grande mortandade pelo tifo (3 milhões de mortos). Causa: a pulga do rato.

A gripe espanhola teve como principal agente propagador a guerra e o deslocamento de massa. As linhas férreas foram o caminho encontrado para a propagação do vírus (20 milhões de mortos).

A tuberculose, responsável por 1 bilhão de mortos de 1850 a 1950, é altamente contagiosa pelo contato e o vírus, quando não eliminado no organismo e feito apenas o combate parcial, como acontece em muitas prisões no mundo e no Brasil, torna-se resistente ao tratamento, aperfeiçoando-se.

Recentemente tivemos o vírus influenza H1N1, com cepa que se imaginava eliminada na sociedade moderna, o da gripe espanhola.

Agora, novo surto de corona vírus surge, com a paralisação de um país imenso como a China. Novamente a corrida evolucionista nos impulsiona e modifica o mundo.

Segundo Yuval Noah Harari (livro Sapiens), a evolução e a guerra entre espécies levaram o homo sapiens (assim autointitulado) ao domínio do planeta, demonstrando sermos um predador extremamente eficiente. Porém, a própria evolução causa peças, como a perda de parte significativa de nossa liberdade e diversidade, pelo predomínio de uma só espécie. Havia várias espécies de homo, mas o embate entre eles levou ao genocídio de todos que não fossem sapiens (Homo gautengensis, habilis, erectus, ergaster, heidelbergensis, neanderthalensis). E uma espécie não viveu depois da outra, mas muitas viveram juntas, em permanente luta pela supremacia sobre a outra. Vencemos, e eliminamos todas as outras espécies de homo.

Vencemos pela evolução, e venceremos novamente os vírus e bactérias, mesmo que o dano à humanidade, hoje composta exclusivamente de sapiens, tenha grandes perdas, e tudo graças a evolução.

Caso o mundo fosse oriundo do criacionismo, não haveria o porquê de se preocupar com vírus, pois, uma vez identificado, seria neutralizado e fim, não mais incomodaria. Mas, infelizmente, eles se adaptam e se aperfeiçoam. E como nós, eles aprenderam pela evolução por bilhões de anos.

Mesmo que, segundo Yuval Harari, o sapiens hoje sabe menos e é menos qualificado física e mentalmente, no geral, do que o homo sapiens catador-coletor, referindo-se à espécie sapiens como tendo sofrido uma involução. Bolsonaro é a prova viva disso.

 

*Adalberto Paulo Klock é servidor público.