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Autodestruição (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 11/02/2020

 

A principal causa da autodestruição de uma sociedade na história é a crença sem fundamento científico, levando ao engodo e a ignorância.

O Império Romano foi o que mais durou na história. O do Ocidente iniciou em 27 a.c. e perdurou por 500 anos, até 476. Já o Império Romano do Oriente existiu até 1453, ou seja, estavam descobrindo a América, em 1492, e ele havia caído há quatro décadas.

Mas porque durou tanto tempo? O motivo foi o respeito dos Romanos pela manutenção das culturas dos conquistados. A Pax Romana consistia em tributos à Roma e a proteção contra inimigos e da própria ira de Roma, garantindo a manutenção de suas culturas.

O legado romano ao mundo é inegável, deles temos expressões até hoje em praticamente todas as línguas. O sistema jurídico romano ainda é ensinado nas faculdades.

Mas, o que destrói uma nação, um império? A resposta pode ter infinitas variáveis e condições, mas a principal, sem dúvida, são os mitos sem fundamento científico e as mentiras divulgadas ao povo. Pelos mitos podemos permanecer acreditando na bonança inexistente, na melhoria mentirosa, no crescimento que empobrece, na destruição do Estado e dos direitos como forma de progresso. Nessas fraudes sociais caímos e não percebemos que nos enganam. No Império Romano do Oriente, que caiu em 1492, eles acreditavam serem seus muros e fortificações intransponíveis. Porém, novas tecnologias abriram rombos nesses muros que caíram como folhas secas.

Igual aos Romanos Orientais que acreditavam em seus muros, nós acreditamos no sistema político, no sistema eleitoral. Parece-nos o melhor sistema existente no mundo. Porém, ele é altamente falível. Demonstra ser penetrável e violável por técnicas de enganação do povo, que tiram o direito de escolha e sequer percebemos a grande fraude. Acabamos dominados e escravizados por poucos, sem perceber os muros derrubados e a nossa escravidão, seja por dominadores internos ou externos. Já os romanos sabiam disso perfeitamente, os muros caíam e a escravidão ou a morte era a moeda paga pelo povo.

Roma usava pão e circo para iludir o povo. Hoje temos pão e circo todo dia na televisão. São empresas especializadas em mentir e enganar o povo. Os meios de comunicações, especialmente televisões, são empresas que vendem produtos, e os produtos somos nós, os seus expectadores, doutrinados, imbecilizados e enganados. A verdade, o debate, ou a propaganda imparcial são coisas inexistentes no mercado de televisão, porque esses produtos não rendem dinheiro. A Globo, Record, Band, SBT só querem DINHEIRO. E esses são os meios (os canhões poderosos que derrubam muros) que nos tornam vítimas ou escravos, mas de forma sutil, onde nos enganam e ainda pensamos saber o que acontece, pensamos saber a verdade

A mídia sabe e tem certeza que o povo tem memória curta, curtíssima, pois não recordará os fatos e os seus direitos roubados, e ainda defenderá seus algozes, porque a propaganda vendida por essas empresas diz que ser vítima ou escravo (sem usar essas expressões) é o mais moderno em nossa sociedade, e só assim é que a sociedade vai evoluir para, talvez, um dia poderem nos tornar livres novamente. Mas, sempre as condições mudam e a escravidão, a morte e a pobreza precisam ser mantidas, por mais uma ou duas gerações, para não ruir toda a sociedade. E assim vamos elegendo os nossos próprios algozes, elementos de partidos políticos que sempre votam contra o povo e o faz permanecer na miséria, na escravidão e na morte. O povo, assim, por ilusão, mito ou enganação, elege sua própria autodestruição.

 

*Adalberto Paulo Klock é servidor público.