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Erros inconfessáveis (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 21/05/2020

 

               

 

 

Noam Chomsky diz que a mídia nos leva onde ela quiser. Querendo, transforma-nos em seres odiosos, amargurados, vingativos e até violentos. Ele tem razão. O seu livro “Mídia” isso demonstra e os exemplos históricos são reais e cruéis. É inevitável pensar no grande poder do mal feito pela mídia direcionada.

Nos Estados Unidos a indução da mídia corporativa, das seitas religiosas, especialmente de direita, e do sistema econômico em crise combinado com a falta de discernimento social, levou o país à aventura transloucada ao eleger o Presidente Donald Trump, um ser de poucas luzes e, dito pelo jornalista Pepe Escobar, incapaz de quinze minutos de concentração. O proponente ou demonstra nesse tempo ou é descartado. E diante da maior crise econômica, social e de saúde do planeta (provavelmente a maior da história), o Presidente Trump cria crise política em cima de crise política. Afora as propostas transloucadas na saúde. Apostou na cloroquina e, depois, na injeção de desinfetante. As mortes chegam a 94 mil nos USA.

Agora Trump investe pesado contra China, faz acusações e declarações irresponsáveis e transloucadas. Deixa o mundo instável. A China é pragmática, zela pelas relações comerciais e ela aceita até certas discriminações ou agressões, pois seus projetos são de longuíssimo prazo, décadas ou séculos. E no projeto é previsto pessoas e governos instáveis, pois estes são apenas temporários. Porém, eles estão reagindo e retorquindo. Será que esgotou a paciência com a selvageria?

Recentemente Trump disse romper “todas as relações comerciais com a China” e a acusa pelo COVID-19. Impõem ao mundo ruptura radical e perigosa. Para os países asiáticos lidar com essas pessoas é lidar com pessoas infantis e não confiáveis. Trump utiliza, contra a China, recurso do ditador Kim Jong Un: provocar e tencionar para conseguir vitórias econômicas, ganhos. É uma aposta sempre arriscada.

Mas como os americanos escolheram alguém tão despreparado para governar seu país? Será que a sociedade americana está se tornando irascível? Sim e não! Esse não é um fenômeno apenas americano. Muitos países, após evolução social e econômica, elegeram políticos de poucas luzes e que levaram seus países à bancarrota. O Maurício Macri, na Argentina, é grande exemplo. Ao fim de seu governo 2/3 da classe média argentina estava em crise e viviam em insegurança alimentar. E nós, o que fizemos? Um golpe e Bolsonaro!

A lição é que as grandes corporações e bancos, coligados com a mídia corporativa e de grande penetração, podem manobrar o povo para onde quiserem, até para o abismo. Talvez hoje muitos percebam o erro feito e busquem desculpas dizendo frases de efeito como: “foi por falta de opção”, “não tínhamos opção”. Sinto muito, havia opções, mas dependia de olhar a verdade, e a verdade exige sacrifícios, pois ela, na maioria das vezes, não é o que a gente queira ou deseje. A verdade também exige pesquisa e estudo. Mas o cego pelo preconceito ideológico não consegue se libertar, pois a mídia estimula, dia a dia, sua cegueira e sua tosca ideologia ou tosca verdade.

No fim, chega-se ao ponto onde ser tosco, ser preconceituoso ou ser ignorante são virtudes, qualidades apreciadas nessa sociedade humana doente.

Traz à recordação frase ouvida há muito tempo: “fazer o errado sempre é mais fácil. Fazer o certo é mais difícil, mas o certo é sempre o certo”. Ninguém precisa se desculpar. Precisamos sim aprender e fazer o certo. Só isso basta. Sem esquecer que o certo exige esforço e dedicação para aprender.

(*) Adalberto Paulo Klock é servidor público.