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Quando a pandemia passar (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 25/06/2020

 

 

 

 

 

Recebo do amigo leitor Mauro Antônio Brezolim, gestor público, esse texto aqui reproduzido de forma reduzida:

A pandemia assola o mundo e produz crises humanitárias, financeiro/econômicas, em diferentes escalas em cada país, e levará anos até certa normalidade. Marcará e mudará definitivamente os conceitos conhecidos.

A gravidade e como cada país enfrenta a pandemia e os seus efeitos vê-se pelas notícias e números estatísticos. Percebe-se, o estrago causado depende muito mais da tomada de decisões de governo do que da severidade do vírus.

Alguns países nórdicos, asiáticos e até sul americanos tomaram decisões arrojadas. Exigiram, impuseram e deram exemplo do como fazer. Dentre eles a própria China – primeiro epicentro mundial do Covid-19 – onde o isolamento social imposto e respeitado obteve sucesso e sua economia já está em pleno funcionamento, gerando dividendos ao povo. E há outros exemplos de eficiência e preocupação com seu povo. A Nova Zelândia, com sua competente primeira ministra Jacinta Ardern, já livre do vírus. A Argentina, mesmo fazendo fronteira com o Brasil - atual epicentro mundial da pandemia –, com pouco mais de 1000 mortes. E lembramos, o contágio iniciou ao mesmo tempo aqui e lá, mas o governo platino agiu, deu exemplos, ajudou financeiramente seu povo e empresas. Enfim, fez o dever de casa. E aqui só a catástrofe.

E nossos ``ilustres`` governantes pouco fazem (e o federal faz nada) para minimizar a situação de consternação vivida pelo povo brasileiro, especialmente os informais e trabalhadores. atingidos pelas reformas ultraliberais, e os invisíveis até então, vítimas do descaso. Simplesmente omitem dados, dificultam ações, perseguem adversários políticos, especialmente os que trabalham no enfrentamento da pandemia.

O descaso e a destruição é tanta, em todos os setores, que o pós pandemia é extremamente nebuloso, incerto, inseguro. Parece que o atual governo federal escolheu a dedo cada ministro para destruir a pasta que ocupa. Vejamos: O defenestrado ministro da educação (nego-me a citá-lo) estava destruindo as universidades, os programas que outrora tão bem serviam aos jovens e universitários. O do meio ambiente em franca busca da destruição da floresta amazônica e da mata atlântica, junto aos demais ecossistema, sugerindo aproveitar a pandemia para aprovar normas ilegais. O da economia diz não valer a pena investir nos pequenos, pois dão prejuízo, pois quem geraria lucro são os grandes empresários. Será que ele entende de economia? Desconhece ser o grosso dos empregos e impostos gerados pelos pequenos e médios, enquanto os grandes vivem de refis e sonegação. E pequenos e médios empresários são todos aqueles que precisam levantar todo dia em busca de clientes, do ganha pão, do próprio sustento, mesmo que tenham vários funcionário são meros trabalhadores e deveriam se portar como tal. Ou seja, mais de noventa por cento dos empresários que pensam ser grandes empreendedores, dado que são os maiores e mais ricos em pequenas cidades, são, pois, trabalhadores e deveriam ter a empatia de se comportar como tal.

Há ainda o defenestrado ministro da justiça e segurança pública, vergonha à magistratura e vergonha à sociedade e à política. A ministra dos direitos humanos, a da goiabeira, quer prender governadores e prefeitos, por trabalharem. No ministério da saúde um quartel inteiro e a mais pura incompetência, ignorância e descaso. No fim quase ninguém se salva. E o país está sendo destruído nesse andejo.

Após a pandemia se necessitará de seres humanos, que sejam humanos. Policiais comprometidos, não milicianos. Profissionais liberais decentes, não mercenários. Funcionários públicos que sirvam ao público e ao interesse público, que possam encantar seu público. Empresários que compreendam ser os trabalhadores os verdadeiros consumidores de outras empresas. Que cada um entenda ser apenas uma engrenagem do sistema, não o próprio sistema. Enfim, esperamos surja uma nova sociedade com mais amor, paz, harmonia e, especialmente, empatia. Quem não entender isso estará fadado ao fracasso ou ao isolamento social definitivo, o que poderá ocasionar grandes transtornos de ordem financeira, psicológica, mental e espiritual. O caos está posto, cabe a cada um encontrar seu próprio caminho com sabedoria em busca de um mundo melhor às gerações futuras.

E não devemos apenas nos preocupar com o mundo que deixaremos às próximas gerações, mas também nos ater em relação ao tipo de geração que deixaremos para o futuro da humanidade.

*Adalberto Paulo Klock é servidor público.