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A guerra de Bolsonaro (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 21/04/2020

 

 

 

O Bolsonaro se vangloria de ser militar. Chegou a tenente. Mas teria sido expulso por indignidade (chamado de “bunda suja” pelo Gal. Ernesto Geisel) e por ato terrorista (planejou e tentou organizar a explosão da adutora de águas que abastecia o Rio de Janeiro), na busca por melhor salário, além de apontarem, no Inquérito Policial Militar promovido à época, que o sindicado, o Bolsonaro, não sabia sequer português, era um disléxico (A dislexia é transtorno que afeta habilidades básicas de leitura e linguagem, transtorno de aprendizagem). Só não foi expulso por receber a compaixão de um general sindicante “amigo”, que preferiu não o pechar com a expulsão do Exército e, assim, recomendou fosse ele aposentado. Com a aposentadoria galgou um cargo, privilégio exclusivo dos militares, chegando a capitão.

Sua vida política sempre foi a necropolítica (a política da morte), vinculado, desde a raiz, com as milícias e o baixo clero político nacional e, especialmente, do Rio de Janeiro, onde crime e política são umbilicalmente unidos. Sempre pregou a violência, o racismo e a discriminação como forma de convivência social, tratando índios e negros como sub-raça, e estes como bovinos (medidos em arrobas). As mulheres como inferiores por engravidarem. Idólatra da tortura e do torturador Ustra, o mais hediondo dos bandidos torturadores, e diz ser o grande erro da ditadura torturar e não matar, precisava ou precisavam matar 30 mil mais, diz ele. E disse ainda, varreria os que são de esquerda para fora do país. E de esquerda e comunista hoje são todos contrários à sua opinião ou desejo, inclusive Dória, Witzel, Caiado.

Mesmo com esse currículo, foi várias vezes Deputado Federal pelo Rio de Janeiro. E então fez a aposta, da qual não esperava vencer: candidatou-se à presidente da República. E, sob o espanto do mundo civilizado, elegeu-se com votos especialmente dos religiosos extremistas e pentecostais e dos pobres de direita.

É notório, a grande frustração do “Capitão Messias” é sua carreira militar nada elogiosa. E essa vergonha, pretérita e recolhida em seu íntimo, ele tenta de todas as formas vencer com sua vinculação irrestrita ao exército (nomeando e enaltecendo militares), pois deles precisa reconhecimento. E aí está o perigo, pois nessa busca ele sempre demonstrou estar querendo levar o país ao conflito onde ele, como Presidente da República, possa conduzir o país à guerra, seja contra parcela de seu próprio povo ou qualquer outro povo do mundo. Em seu imaginário ele se vê como grande Comandante-em-chefe brasileiro conduzindo o povo à guerra. Não é questão de vencer ou perder, de necessidade ou irrelevância da luta, de dor ou sofrimento produzido, ele quer e esse reconhecimento, o de Comandante-em-chefe que conduziu seu povo à guerra. E isso se torna evidente quando elogia Hitler, Pinochet e os ditadores argentino, para ele não importa o mal que fizeram ao seu povo, importa que eram os grandes comandantes de seus exércitos.

Poder-se-ia dizer que tudo isso é bobagem e teoria da conspiração, mas vejam o exemplo da Venezuela, quando os Estados Unidos estavam para invadi-la, só não o fizeram pela intervenção da Rússia que trouxe aviões à Venezuela, desequilibrando o jogo de guerra, naquele momento Bolsonaro propôs aos seus comandantes para declararmos guerra à Venezuela. Só não aconteceu porque os comandantes das forças armadas lembraram ao Presidente que quem pode declarar guerra no Brasil é o Congresso Nacional.

A que ponto chegamos, estamos entregues à alucinação e aos desvarios de um ex-militar frustrado, disléxico e de coração cheio de loucuras, ódios, preconceitos e racismos.

Porém, a única guerra que Bolsonaro enfrenta ou enfrentará é a guerra contra o COVID-19, e nessa guerra ele tem sido reconhecido como comandante absolutamente despreparado e incapaz e só será lembrado como o mais hediondo e ignóbil dos líderes por absoluta incapacidade, levando seus próprios soldados e povo à morte antes de chegarem ao campo de batalha.

 

(*) Adalberto Paulo Klock é servidor público.

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