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Resgate da Identidade

Publicado em: 27/08/2020

por Adalberto Paulo Klock*

 

 

 

 

Este artigo foi enviado pelo leitor e amigo Mauro Antônio Brizolin, formado em Gestão Pública pela Universidade Estadual de Goiás. Vamos lá:

O ser humano é complexo e, porque não dizer, indecifrável compreensão, prova disso são os fenômenos com o passar do tempo, com as mudanças radicais de comportamento, atitudes, conceitos entre outros. É como a chuva e o vento que vêm de tempos em tempos e mudam tudo, inclusive de direção!

Basta analisar alguns fatores para constatarmos mudanças estruturantes que afetaram e continuam a afetar formas de vida e, principalmente, de comportamentos. Fatores que mexem radicalmente a sociedade como um todo, influência na qualidade de vida das pessoas e nas comunidades como um todo.

Quantos de nós lembram, com nostalgia, os grandes e bons momentos vividos no passado? Dos megas festivais da canção? Dos momentos de formação da fé e na formação e construção política, inclusive política partidária? Para tudo isso, sempre havia quem organizava, quem liderava e assim por diante, mesmo sendo a comunicação infinitamente mais difícil e extremamente mais cara, os recursos eram escassos e os eventos sempre eram, mesmo assim, gigantescos e de muito sucesso. Hoje, com as facilidades do advento da internet otimizando tempo, custos, facilidade de comunicação e mobilização, por onde estão nossos jovens, que raramente os vemos nas ruas, nas lutas, e quando os vemos são apenas em eventos noturnos, normalmente regados a vícios pouco saudáveis?

São preocupações a se encarar de frente, questões que necessitam de respostas. Mas quem irá responder melhor esses e tantos outros questionamentos? Senão os próprios jovens!

O tempo urge, a juventude está cada vez mais compenetrada, antissocial, introvertida, introspectiva e, diante disso, cabe outro questionamento: O que temos feito para que essa galera da famosa e famigerada geração Z tenha empatia, espírito de luta, valorize o coletivo, saiba valorizar mais o SER do que o TER??

As décadas de 1970 a 90 foram anos difíceis, forjando um celeiro de homens fortes. Iniciavam nos movimentos sociais de massa, grupos de jovens (católicos eram os maiores), gerando lideranças em todas as áreas: políticas públicas, sociais, cristãs, comunitárias. Basta ver ainda hoje as lideranças nos diversos setores. Raros os novos líderes e, quando aparecem, normalmente é alguém vindo de redes sociais, de canais sem nenhuma fundamentação teórica e sem nada a oferecer. A ideia transmitida, de regra, é individualista e de vazio profundo de sentimentos humanitários.

É óbvio, o mundo mudou! O evento da internet revolucionou o universo e as pessoas e não podemos retornar no tempo, tudo isso é sabido. Porém, que tal usarmos a ferramenta para aproximar, para humanizar, formar, mostrar os melhores sentimentos, valores éticos, empatia para com nossos semelhantes? Que tal resgatar, ou ao menos tentar resgatar, tudo o que havia de bom naquele tempo onde haviam comunidades unidas em busca de um ideal, e sempre buscando o melhor para a coletividade?

Quem acompanhou a moda sem formação, sem instrução, quem apenas se deixou levar pelo que corria nas redes sociais (e seus pseudos líderes), sem nenhuma formação política, aderiu ao efeito manada nas últimas eleições, nos colocando na atual situação onde tudo está sendo destruindo, inclusive centenas de milhares de pessoas que hoje estão chorando a morte de seus entes queridos em função da incompetência do atual governo no combate a pandemia (sim, pois se há mais de 110 mil mortos, quantos membros das famílias e amigos dessas não estão doloridos com essas perdas?).

Por essas e outras é necessário e urgente retomar a formação de lideranças que se importem com o ser humano, não apenas com seu próprio umbigo e, para tanto, é necessário descobrir a melhor maneira de se chegar a isso, seja presencial, como nos velhos e bons tempos, ou virtualmente, até para nos adaptarmos ao ambiente preferencial da juventude.

Sei, estou propondo a contramão da história! Mas uma coisa é certa e a própria pandemia do covid-19 veio provar: adianta o individualismo, a riqueza desproporcional, ser conservador ou não (e aqui é assunto para outro momento), morar no melhor lugar da cidade ou ter o melhor carro e, mesmo assim, ser infectado pela pandemia? Pois seu servidor/serviçal pode trazer a doença até você, por não ter condições de se proteger!

Posso estar na contramão da história sim, mas vejam onde a modernidade nos trouxe, tanta riqueza gerada, mas nas mãos de poucos não nos livrou dos problemas da coletividade (os agravou) e não proporcionou uma vida mais justa e igualitária para seu semelhante. Deve-se isso ao fato de a ``mão certa da história`` que seguimos está equivocada e nos levando ao abismo! Se tudo o que está posto é defendido como certo, sendo o mundo tão desigual e indiferente ao seu semelhante, é porque essa forma está errada e deveríamos fazer exatamente o contrário. Talvez tenhamos que nadar contra a correnteza, apesar de ser extenuante, mas, quem sabe seja a solução para vivermos um mundo mais harmônico, fraterno, tolerante, menos violento e indiferente. Lembrando que são as braçadas contra a correnteza que fortalecem a musculatura. O desafio e a dificuldade nos tornam fortes. Nadar a favor da maré qualquer um é capaz, não nos diferencia dos demais, pois estão indo todos ao mesmo lugar, mesmo que isso signifique seja apenas a sobrevivência às custas de milhares de vidas.

Dessa forma, fazer com que a juventude tenha apreço pelo coletivo, pelo social, pelos movimentos sociais, pelos debates temáticos, fazendo com que se sintam parte do processo e participem da construção do debate, de projetos de um mundo melhor, fazer com que participem dos projetos e decisões importantes da coletividade é uma maneira de tentarmos resgatar parte da identidade humana que ora se perdeu e que fatalmente está nos levando ao caos.

*Adalberto Paulo Klock é servidor público.

 

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