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A última guerra (por Adalberto Paulo Klock*)

Publicado em: 04/09/2020

 

 

 

 

 

Os últimos meses propiciaram a leitura. Literatura e ficções, assuntos que me dão prazer. E nessa toada li “A longa viagem a um pequeno planeta hostil”, de Decky Chamnbers. Ficção científica de excelente qualidade. Mas, mesmo não fosse excelente, apenas um capítulo do livro já valeria a leitura. Trata-se do capítulo que dá nome a este artigo. Vamos ingressar nele com essa resenha, pois me fez sentir o quanto podemos ser terríveis. Terminei-o com os olhos marejados.

Dr. Chef era um dos últimos 300 da espécie gruns. Sentado à frente da humana
Rosemary relatou ser sua espécie muito antiga, existia muito antes dos humanos existirem como espécie. Porém, ao fim de muitas gerações de guerras, as quais sequer sabiam porque tinham iniciado, não havia mais como guerrear. A guerra não terminou, ela se esvaiu, se esgotou. As armas contaminaram tudo, tornando seu mundo estéril, sem filhas (a espécie nascia fêmea e mudava de sexo com a idade).

Médico de campo, ele recuperava as soldadas. Sua função era colocá-las em ação para retornar à luta. Muitas vezes encontrava na pilha de mortos pacientes que dias antes havia recuperado e posto na ativa, enviando-as à batalha.

A guerra prosseguia até surgir a arma “talha-órgãos”. No campo de batalha as soldadas eram protegidas por armaduras, mas as extremidades eram expostas. Essa arma, quando atingia esses pontos vulneráveis, inseriam “talhadores” que se afundavam no indivíduo, iam cortando até atingir um órgão vital. Só paravam quando a paciente morresse, em no máximo 30 minutos. O que seria um simples ferimento, com o “talha-órgãos” tornava-se fatal e absurdamente dolorido. A única medida de clemência era a eutanásia, parando o coração. Ele tentou caçar esses talhadores abrindo os corpos de alguns pacientes, mas eles emitiam sinais que confundiam qualquer sensor, tornando-se impossível suas capturas. E descobriu-se, depois, a arma “talha-órgãos” era tecnologia desenvolvida por seu povo e foi roubada e aperfeiçoada pelos “forasteiros” para usar contra “nós”, os gruns.

Relata que tinha cinco filhas. Uma noite a colega lhe chamou com urgência, na sala de cirurgia viu sua filha mais nova sendo destrinchada por talha-órgão, por sua própria tecnologia, sequer sabia que ela estava na guerra ali perto e já tinha perdido as outras quatro no campo de batalha. Viu a médica preparando a injeção para a eutanásia, e ele correu, pegou a injeção e segurou o rosto de sua filha. Ela mal estava consciente, mas ele percebeu que o reconheceu e disse-lhe que a amava muito e que a dor iria passar, aplicando-lhe a injeção. Achou que seria o mais descente, ele fazê-lo do que qualquer outro, ajuda-la em sua morte. Perdeu suas cinco filhas, nenhuma tornou-se mãe. O luto o preencheu e invalidou, tornando-se totalmente incapaz. Ficou recolhido em campo de repouso aprendendo a estabilizar a mente.

A arma “talha-órgãos”, tecnologia desenvolvida por seu povo e aperfeiçoada pelo inimigo, bem como as bombas de fogo-colante, as bombas de germes, tudo e todos contaminaram. Após, nem mais saberem porque lutavam, qual o motivo da guerra e com tanta dor pelo que fizeram, não conseguiam mais se curar, não haviam mais filhas de nenhum dos lados e se optou por desistir como espécie, “optamos por nos extinguirmos”.

A conclusão é que todos somos capazes de qualquer coisa, boas ou ruins. Sob determinadas circunstâncias todos são capazes de coisas terríveis.

Tudo o que podemos fazer é trabalhar e tentar ser uma força positiva. Essa é a obrigação de todo ser a cada dia.

Vale muito a leitura. Fica recomendada “A longa viagem a um pequeno planeta hostil”.

 

*Adalberto Paulo Klock é servidor público.

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