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Estado laico - obrigatoriedade (por Adalberto Paulo Klock*)

Publicado em: 13/09/2020

 

 

 

Novamente eleições. E, de novo, vemos a política e a religião entrelaçadas. Correntes alegam não haver mal em um Estado cristão, como ouvi há poucos dias.

A evolução do Estado de ente religioso para ente laico foi conquista da civilidade. Muitos morreram para que o Estado criasse indivíduos de direito e todos fossem livres para professarem suas fés. Não faz muito tivemos, até no Brasil, o Estado professando a fé católico. Aqui se condenou por bruxaria e se escravizou em nome da fé cristã. O próprio Estado legitimava determinada religião, no caso a católica.

Quando o Estado professa determinada fé, automaticamente todas as outras fés são consideradas não legitimadas pelo Estado. Ou seja, se for católico, então terias a defesa do Estado. Mas se processasse outra fé, diferente do catolicismo, então sua fé seria restringida, proibida ou não-defesa.

Por isso, o Estado laico é conquista da civilidade, conquista do iluminismo. O Estado laico defende todos que professam alguma fé, seja católico, pentecostal, budista, maometista, umbandista ou ateístas.

Para que todos possamos vivenciar suas crenças é fundamental o Estado não ter predileção por religião.

O filósofo Leandro Karnal diz que tudo que envolve religiosidade é fé, pode ser fé em um deus ou em qualquer coisa, até fé no demônio, que é um tipo de fé. E se optarmos pelo Estado ter predileção religiosa, poderemos, mais adiante, ver o Estado nas mãos de quem professe a fé no demônio, e queira obrigar todos a ter essa fé.

O fim do estado laico, pregado por alguns desavisados, é retrocesso social e cultural de, no mínimo, 500 anos.

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Deltan Dallagnol – E a hipocrisia

foto: Primeira Igreja Batista Campo Grande / Divulgação

Deltan foi condenado com censura por interferência política na votação para a Presidência do Senado. Sua indignação com a condenação, em suas palavras: 1) - foi porque ele sempre lutou contra a corrupção, e estava sendo punido por isso e 2) porque o Conselho do Ministério Público estava podando-o e, assim, teria menos poder de participação política que qualquer cidadão.

As duas indagações do Deltan demonstram a não compreensão do que ele representa no Estado, expressa exatamente a pior representação do que é o péssimo servidor público com cargo “político não-eleito”.

A primeira afirmação do Dallagnol, de que ele lutou contra a corrupção e estaria sendo punido por isso, induz que o Conselho do Ministério Público, então, defende a corrupção!? Isso na boca de Dellagnol, que foi beneficiado pela prescrição no processo que Lula lhe moveu com 41 adiamentos. É muita vergonha ele (Deltan e os seus) fazer isso, logo quem dizia que a prescrição era o escudo dos corruptos.

O segundo questionamento novamente demonstra que Deltan não tem noção do seu cargo no serviço público, pois TODO procurador deve ter ‘passivismo’ político e sem poder de participação política. Pois, os outros cidadãos comuns não têm poder de polícia, não têm monopólio da ação penal, não são inamovíveis, não têm cargo vitalício, não têm irredutibilidade de salários, não estão sujeitos ao Código de Ética do MP. Deltan é um representante do Ministério Público, ele não é um cidadão qualquer, por isso que não pode fazer política, muito menos política partidária como fez. Se quer fazer política, saia do Ministério Público. Simples assim.

Mas ele estava tão acostumado a fazer política, e política partidária, que sequer percebe o absurdo de sua fala. Esses são os falsos cultos moralistas do Brasil.

Definitivamente espero que sejamos salvos por alguma divindade, pois o horror se instalou e “Deus”, pelo que dizem muitos religiosos pentecostais e os bolsonaristas, está com eles.

 

*Adalberto Paulo Klock é servidor público. Escreve semanalmente para o site da Revista Afinal.

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