• aanovo.png
  • BANNER.png
  • bannereich.png
  • comercio3.png
  • fabianetopo.png
  • gersoncpers.png
  • hermes2.png
  • jadlg.png
  • ponto10d.png
  • seeb.png
  • simpro.png
  • sind.png
  • sindis.png

Moro e a defesa de um corrupto

Publicado em: 24/11/2020

 

 

 

 

 

por Cristina Serra

 

Ex-ministro da Justiça foi contratado por bilionário israelense acusado de corrupção, sonegação e lavagem de dinheiro

Deve-se ao repórter Rafael Neves, do site The Intercept, a informação de que Sergio Moro foi contratado pelo bilionário israelense da mineração Benjamin Steinmetz. A encomenda para Moro é um parecer jurídico a ser usado pela defesa do empresário, na Justiça britânica, numa disputa contra a brasileira Vale, de quem já foi sócio na Guiné.

O bilionário é acusado de ter corrompido o governo do país africano para obter uma licença de exploração de minério de ferro. Steinmetz também é alvo da Justiça na Suíça (onde já esteve preso), nos Estados Unidos e em Serra Leoa por suspeita de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, violações de direitos humanos e à legislação ambiental. Ele nega os crimes.

Discretamente, Moro tenta se reconstruir como advogado e recompor o caixa, enquanto se articula para 2022. Como mostrou a série Vaza Jato, do atento The Intercept, ele encarnou a figura do juiz-acusador à frente da Operação Lava Jato, que comandou por mais de quatro anos.

O juiz agiu como parceiro do Ministério Público, desequilibrando a condução da operação do ponto de vista jurídico. Sua máquina de vazamentos seletivos de delações comprometeu a isenção da cobertura jornalística, contribuiu para a demonização da atividade política e abriu caminho, na eleição de 2018, para a ascensão da extrema direita que defende a tortura.[ x ]

Moro aceitou alegremente ser ministro de Bolsonaro sem ter manifestado incômodo com as graves evidências de ligação da família do chefe com rachadinhas e milicianos. Defendeu política de segurança autoritária e só deixou o governo após ter sido moído por Bolsonaro na disputa pelo controle da Polícia Federal, a joia da coroa do ministério da Justiça.

Para 2022, a variante do bolsonarismo tenta se apresentar com a fantasia do centro político equidistante dos “extremos”. O projeto conta com a lerdeza da Segunda Turma do STF, que não faz o menor esforço para concluir julgamento do pedido de suspeição de Moro como juiz na Lava Jato.

*Publicado na Folha de S.Paulo

  • bancarios-sindicato20160328.png
  • cprgsbannerl.png
  • d90d1784-7bef-4709-89cc-43a0c1bbea83.jpg
  • e9aa0085-5706-4b39-b64a-277c478a7fcb.jpg
  • servidores-municipais-logo250-201902.jpg
  • sindisaude.png
  • SitioMargarida200x200-20171116.jpg
  • 16f338d8-07ee-4170-b637-5f81d690af77.jpg
  • 69ec07e2-3820-4b13-becd-833c1be37021.jpg
  • baixo.png
  • BANNERL.png
  • bannersimpro2.png
  • CafePequeno20151016-164x164.jpg
  • jadlog20170906.gif