Ato unificado da Frente de Servidores Públicos no dia 14 de novembro marcará luta contra o desmonte do Estado

Publicado em: 28/10/2019

Foto: Guilherme Santos/Sul21

 

do CPERS

Lançada oficialmente em coletiva durante o ato do dia 15, a Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) reuniu-se na tarde desta sexta-feira (25) no auditório do CPERS para traçar os próximos passos da luta unificada do funcionalismo estadual, municipal e federal.

Diante da iminência do protocolo dos projetos de Eduardo Leite na Assembleia Legislativa, a proposta de reforma administrativa de Bolsonaro e as políticas de desmonte do prefeito Marchezan Jr, o grupo – composto por mais de 20 entidades e centrais – elegeu o dia 14 de novembro para realizar um ato unificado na capital.

“Será um marco para uma nova fase de lutas contra a destruição dos serviços públicos”, explica Helenir Aguiar Schürer, presidente do CPERS, que propôs o desafio de superar a mobilização histórica que reuniu mais de 30 mil servidores(as) em 2015 e paralisou o governo Sartori.

Para tanto, as entidades e centrais envolvidas convocarão assembleias e atos durante a manhã em diferentes pontos de concentração. Às 13h30, o funcionalismo gaúcho se encontra no Largo Glênio Peres, seguindo em marcha até o Palácio Piratini.

A FSP/RS também deliberou por protocolar, junto à Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, um pedido conjunto de audiência pública com Eduardo Leite e representantes dos demais poderes.

A intenção é questionar os projetos do governo para o funcionalismo e reiterar o posicionamento contrário do grupo às medidas apresentadas.

Para os educadores(as), os ataques incluem o fim de vantagens temporais (triênios e quinquênios) e da incorporação de gratificações, aumento do tempo de contribuição, difícil acesso apenas para escolas do campo e taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação, além do congelamento dos salários de toda a categoria por anos.

O CPERS permanece mobilizado para deflagrar uma greve massiva passados três dias do envio do pacote desumano de Eduardo Leite à Assembleia Legislativa.

“Estamos percorrendo todo o estado, dialogando com a base e apresentando as consequências das medidas. Não há meias palavras. A intenção do governo é destruir a escola pública e o conjunto dos serviços prestados à população”, argumenta Helenir.

Integram a FSP/RS: ADUFRGS, AFAGRO, AFOCEFE-Sindicato, ASSUFRGS, CEAPE-Sindicato, CPERS, CTB/RS, CUT/RS, INTERSINDICAL, FETRAFI, SEMAPI, SENERGISUL, SIMPE-RS, SINASEFE, SINDIÁGUA, SINDICAIXA, SINDJUS/RS, SINDPERS, SINDSEPE/RS, SINDISERF/RS SINPRO/RS, SINTERGS, SINTRAJUFE-RS e UGEIRM