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Psicologia

Publicado em: 03/05/2021

Quem nunca buscou uma receita para a felicidade? Vemos constantemente gurus apontando caminhos fáceis e soluções milagrosas. Porém, Freud nos ensina que o ser humano tem limitações constitutivas que o impedem dessa realização.
“Qualquer persistência de uma situação almejada pelo princípio do prazer apenas proporciona uma sensação de bem-estar morno, porque nossa disposição não nos permite desfrutar intensamente. (...) Assim, nossos poderes de felicidade já são limitados em princípio por nossa própria constituição.” Freud (1930)
Nossa sociedade moderna tem uma pílula mágica para resolver qualquer problema rapidamente! Geralmente a solução sempre está em objetos externos, impulsionados pelo nosso capitalismo desenfreado. “Tenha o melhor celular”, “Compre o melhor software para gestão do tempo”, “Aprenda inglês em 6 meses”.
Infelizmente, o ser humano consome tudo isso, percebe que não resolveu realmente seu problema, mas continua na busca milagrosa e rápida. Com a felicidade não é diferente... “Se eu conseguir isso, serei feliz”, “Se eu terminar a faculdade rápido, serei feliz”, “Se eu botar silicone, serei feliz” e assim por diante...
Por fim, a psicanálise nega categoricamente que exista um objeto supostamente satisfatório que venha preencher ou curar o sujeito da infelicidade. Somos sujeitos divididos que precisam faltar para desejar, e é da ordem do impossível satisfazer a posição de um gozo permanente. Viver é complexo e é justamente no compreender que não existe fórmula que nos permita um estado de felicidade plena, que avançamos em direção à um viver que nos permita vislumbrar beleza e saídas "apesar de"...