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Quatro em cada dez gaúchos vivem com metade da renda ou menos do que antes da pandemia

Publicado em: 23/09/2021

do Matinal Jornalismo

Quase metade das famílias gaúchas vivem hoje com metade da renda ou menos do que viviam antes da pandemia. São 44,3% nesta situação. Em Porto Alegre, sete em cada dez entrevistados relataram redução nos ganhos. Os dados foram compilados por uma pesquisa encomendada pela Assembleia Legislativa e que realizou 1,5 mil entrevistas. A íntegra está neste link.

Em nível estadual, o impacto maior está entre os mais pobres: das famílias que recebem até dois salários mínimos, 24,7% acusaram perdas, no grupo de três a cinco salários mínimos, o índice é de 27,9%. Já para quem ganha mais de seis salários mínimos, o percentual cai para 20,8%. Dos trabalhadores informais e autônomos ouvidos, 83% relataram alguma perda de renda, taxa acima do índice registrado entre o total de entrevistados, que foi de mais de dois terços, ou seja, cerca de 66%. 

O levantamento aponta ainda que os efeitos são mais graves nas cidades maiores do que nos municípios menores. Foi abordada também a saúde mental dos entrevistados: entre as classes pobre e média, 20,1% e 24,4% citaram problemas, respectivamente. Na faixa mais rica, o percentual sobe para 36,8%. A pesquisa também evidenciou que a maioria dos entrevistados (88%) acredita que a desigualdade social é grande. Índice semelhante (87%) dentre os ouvidos pensa ser fundamental reduzir a diferença econômica entre ricos e pobres para o RS progredir.

A desigualdade detectada no estudo sobre o RS está em consonância com outra pesquisa que avaliou os impactos da pandemia em nível nacional. A avaliação é de que a situação dos pobres do País piorou. “O Brasil está uma máquina de criar desigualdade”, avaliou o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, à jornalista Marta Sfredo.