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Não consigo respirar! (por Adalberto Paulo Klock)

Publicado em: 03/06/2020

 

 

 

 

O sistema capitalista não trouxe ao mundo a inclusão e a igualdade. Muito pelo contrário, faz o mundo dia-a-dia mais desigual.

No livro “A riqueza de poucos beneficia todos nós?”, o saudoso Zygmunt Bauman diz que o capitalismo amplifica o sistema de concentração de renda, gerando legiões de desvalidos e tornado o mundo um lugar ruim e altamente perigoso.

Os empresários (grandes empresários) e donos do capital não se tornaram altruístas, como cogitavam os defensores do capitalismo, citados por Hunt e Sherman em seu fantástico livro “História do pensamento econômico”. Muito pelo contrário, o sentimento egoísta hoje é a pedra mestra do mercado, comércio, indústria e até do próprio Estado. A ex-terra das oportunidades (Estados Unidos) é hoje o país da “Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico” (OCDE) com o maior percentual de miseráveis, e é também o país com a menor taxa de mobilidade social, levando-se, em média, 3,5 gerações para elevar-se de uma classe social a outra.

As reações à morte de George Floyd, asfixiado por estrangulamento pelo joelho do policial Derek Chauvin, é apenas a reação ao sentimento social de abandono de um Estado que não mais serve ao fim para o qual foi criado. Tornou-se um ente de enganação e de opressão de seu povo para beneficiar pequena parcela que se apodera, pelo mecanismos do próprio Estado, das riquezas geradas pelo povo e pelo país.

Esse mesmo fenômeno de alteração da finalidade do ente Estado ocorreu e ainda ocorre no Chile, que foi cantado pela Direita como exemplo à América de sistema capitalista e neoliberal de sucesso. Lá gerou apenas a concentração de renda em mãos de banqueiros e capitalistas, tirando do trabalhador seus direitos, renda e capital. Com a queda do ciclo do cobre (que responde por 70% da exportação do Chile) e ser esse justo o momento em que a população já sofria os efeitos nefastos do sistema injusto de aposentadoria, constatou a população que toda a riqueza do país foi parar na mão de meia dúzia, sob a tutela do ente Estado, este usado para benefício de poucos e para calar quem se opusesse a isso. E o povo estava pobre, oprimido e desprezado.

Mormente esses muito ricos justificam sua riqueza pela expertise sobre o povo em geral. Porém, de regra, sua riqueza nada mais é do que o investimento pesado do Estado beneficiando-os como “intermediários” entre as pesquisas, os projetos e as vantagens criadas e financiadas pelo próprio Estado. Além de que não existe milionário ou bilionário que tenha enriquecido por esforço próprio, pois eles sempre dependerão, além das tetas do Estado, do esforço de milhares de trabalhadores, como reconhece o multibilionário Bill Gates, que diz com todas as letras: - de sua riqueza apenas infinita parte foi por ele produzida, e todo o resto foi feito por seus trabalhadores. Ninguém cria fortuna por mero esforço pessoal.

E assim asfixiam os negros e pobres Georges. Mas os banqueiros e capitalistas hoje asfixiam também os povos, os países, os governos, tirando completamente a capacidade do povo, do país e seus governos de se autogovernar e determinar.

O sistema empregado é o da informação errada (fake News) ou mentirosa e da massificação daquela informação, criando o senso comum da informação mentirosa na qual induziram o povo. E assim, o povo verá aquilo como uma coisa boa. Nesse sentido foram as chamadas “reformas” dos direitos trabalhistas, da previdência, dos benefícios sociais e assistenciais (benefícios aos mais pobres). E quando percebemos, veremos e teremos um povo pobre, miserável e violentado em seus direitos e suas vidas. Descambar para a violência é só questão de tempo, pois nenhum sistema opressor é suportado para sempre.

*Adalberto Paulo Klock é servidor público.

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